Showing posts with label Reflexão. Show all posts
Showing posts with label Reflexão. Show all posts

Tuesday, 13 December 2011

Publicação do novo artigo!!

Publicação do artigo apresentado na Academia Sibelius (Helsínquia) em Setembro 2010

Music as Performance: a place of fight and flight



Tvv

Friday, 25 November 2011

Tssss...odeio o amor



Fotos de Jan Saudek

“Estiveste alguma vez apaixonado? É horrível, não é? Fica-se tão vulnerável? Ficas com o peito e o coração abertos e outra pessoa pode entrar dentro de ti e resolver-te por dentro. Constróis todas essas defesas, constróis uma armadura que te cobre de alto a baixo para que ninguém te possa ferir, e depois uma pessoa estúpida, igual a qualquer outra pessoa estúpida, atravessa-se na tua vida... Dás-lhe um bocado de ti. Não to pediram. Fizeram um dia uma estúpidez qualquer, como beijar-te ou sorrir-te, e a tua vida deixou daí em diante de ser tua. O amor faz reféns. Entra dentro de ti. Come-te e deixa-te a chorar no escuro, e é assim que uma simples frase do tipo «talvez devêssemos ser só amigos» se transforma num estilhaço de vidro que te vai direito ao coração. Dói. Não é só na imaginação. Não é só mental. É uma dor da alma, uma dor real que te invade e te rasga e te parte. Odeio o amor.”

Violência
Slavoj Žižek


Bem, já o odiei mais do que agora...

tvv

Wednesday, 22 June 2011

A prática profissional de professor de música: alguns mitos e questões éticas

A PRÁTICA PROFISSIONAL DE PROFESSOR DE MÚSICA
por Teresa Vila Verde
Enquadramento
Desde muito cedo que o ensino da música se encontra no centro da minha vida profissional. Iniciei esta prática durante o meu período de estudante, encarando-a como um complemento aos meus estudos performativos e como uma fácil solução para ser independente. Logo aqui levantam-se várias questões. Qual a relação entre a prática do ensino e a prática performativa na minha perspectiva? Como evoluíram as minhas concepções pedagógicas, éticas e científicas ao longo destes anos? Que motivações éticas e profissionais nos devem hoje guiar o ensino musical das gerações futuras? Mais, no momento de contenção orçamental que vivemos qual a justificação para a sociedade e o Estado financiarem o ensino musical? Qual o real benefício desta educação a longo prazo? Que bem e que competências este serviço educativo presta? Estas são algumas das questões que pretendo reflectir neste pequeno artigo sobre a prática profissional dos professores de música.
Reflexão sobre a prática profissional de professor de música: alguns mitos e questões éticas
Começo por recordar os meus tempos de adolescência, durante os anos 80, onde se comentava em tom indignado o facto de os professores de música ganharem tanto como os professores de inglês ou matemática. Isto porque a disciplina de Música, a par de Educação Física e Religião Moral, era naturalmente considerada como sendo uma disciplina inferior às outras - àquelas cujo carácter técnico e/ou científico lhes conferia um prestígio e status social elevado, pois eram indiscutivelmente “úteis” à sociedade. Por ser difícil reconhecer a utilidade da música pela comunidade estudantil, a disciplina de música não merecia nem o seu respeito, nem o seu esforço. Este facto da minha memória reflecte os graves preconceitos e mitos enraizados na opinião pública relativamente a esta ‘profissão’. Preconceitos que ainda hoje estão presentes na sociedade em geral graças a uma visão funcionalista das profissões, a políticas tecnocratas que visam obter resultados visíveis a curto-prazo e a uma sociedade ainda crente na superioridade do lado intelectual, cognitivo, científico e tecnológico, face ao lado mais emocional, corporal, intuitivo, esotérico e impalpável do ser humano. Mas esta situação é também construída, paradoxalmente, pelos nossos pares, sejam eles colegas, professores ou músicos. O ensino da música, seja no ensino vocacional seja no ensino genérico, pulula de preconceitos e estigmas que devem ser rapidamente consciencializados e desmascarados por todos, a fim de desencadearem mudanças profundas na nossa concepção e prática de professores de música.
[...] 
Considerações Finais
Penso não ser necessário “proteger a música dos alunos” (Regelski 2009, p. 8) porque a música é muito mais do que o repertório clássico europeu e que os moldes concertísticos/performativos padronizados durante o século XVIII e XIX no centro da Europa. Hoje felizmente podemos pensar em múltiplos contextos de acção performativa, em infinitos cruzamentos da música com outras áreas de saber e de criatividade, numa ampla esfera de acção a nível de experimentação tecnológica e em estabelecer inusitadas colaborações com profissionais de todas as áreas; enfim, hoje mais do que nunca podemos tornar a música numa expressão de nós próprios, da nossa idiossincrasia e da nossa visão crítica do mundo. Para isso acontecer é preciso perder o medo de sair do padrão, do costume, do lugar - comum, do ‘porque sim’, e arriscar. Penso que esta é igualmente uma função ética dos professores.

Teresa Vila Verde


Ps. Retirei parte substancial deste artigo para preservar os meus direitos de autora.


Bibliografia
Hargreaves, D. (1999). Desenvolvimento musical e educação no mundo social. Acedido em Setembro 2009 em: http://cipem.files.wordpress.com/2007/03/artigo-1.pdf
Milhano, S. (2009). Música na escola do 1º ciclo do ensino básico: dos benefícios e enriquecimento educativos generalizados ao apuramento de vocações. Actas do XVII Colóquio AFIRSE. A escola e o mundo do trabalho, Lisboa: FPCE.
Regelski, T. A. (2002). On ‘methodolatry’ and music teaching as critical and reflective praxis. Philosophy of Music Education Review, 10(2), 102-23.
Regelski, T. A. (2009). The ethics of music teaching as profession and praxis. Visions of Research in Music Education, 13. Retrieved from http://www-usr.rider.edu/~vrme/
Small, C. (1998). Musiking: the meanings of performing and listening. Hanover NH: Wesleyan University Press.
Uscher, N. J. (1998). Shaping inventive career for 21st century musicians: embracing new values and visions. In H. Lundstrom (Ed.). Perspectives in Music and Music Education (nº 3, pp. 13-17). Malmo Academy of Music Publications.

Monday, 10 January 2011

sim, tenho medo...

Sim, agora tenho muitos medos

medo de acreditar nas pessoas
medo de ir a certos lugares
medo de ouvir certas músicas
medo de me sentir
medo de sonhar...
porque tudo me lembra o passado
bom, vivido, intenso
mas que já não é presente, nem será futuro

O futuro
esse terá de passar pelas minhas "performances"
só aí não tenho medo
só aí sei que nada nem ninguém me desiludirá
só aí posso sonhar sem limites
posso sentir o infinito
posso viver em plenitude
posso transcender-me como ser humano
pois todos os meus sonhos se tornam realidade!
Mas só aí...

Teresa VV

PS. Pena estar a fazer uma formação pedagógica que me tira tempo para fazer o que gosto...mas brevemente "ressuscitarei"!

Saturday, 4 December 2010

O problema do "sentir"



A dança é outra das minhas paixões.
Quando vi ELECTRA da Olga Roriz algo mudou em mim.
Esqueci tudo e todos e só me lembro de fugir do teatro para, escondida, chorar...
porque não compreendia o que sentia
porque estava sufocada de tanto "sentir"
por tomar consciência que "não sentia" na minha vida
porque estava FELIZ por conseguir "sentir" novamente.
Eu preciso da Arte para ser um humano pleno!

Tvv

Wednesday, 1 December 2010

A actualidade do discurso de António Barreto: os portugueses precisam é de bons exemplos

Recentemente fiz um trabalho sobre Ética e Educação que incidia sobre a fraude académica, ou seja, o vulgo "copianço" na hora da avaliação. Esta questão, longe de ser nova, adquiriu novos contornos nas últimas décadas com o advento da internet e com o consequente "plágio" dos trabalhos, que atingiu uma dimensão difícil de se qualificar e de se quantificar.

A minha questão é saber como podemos nós, educadores, consciencializar os nossos alunos para as boas práticas éticas, tais como a transparência, a responsabilidade, a honestidade intelectual? A quem compete esta transmissão de valores de ordem ética? A todos nós, é claro, sejamos pais ou/e educadores, sejamos líderes políticos, religiosos e/ou académicos.

Para argumentá-lo não resisti a citar António Barreto, quando diz a certa altura no seu discurso do dia de Camões, de Portugal e das comunidades portuguesas em 2009, o seguinte:

«Pela justiça e pela tolerância, os portugueses precisam mais de exemplo do que de lições morais;

Pela honestidade e contra a corrupção, os portugueses precisam de exemplo mais do que de sermões;

Pela eficácia, pela pontualidade, pelo atendimento público e pela civilidade dos costumes, os portugueses serão mais sensiveis ao exemplo do que à ameaça ou ao desprezo;

Pela liberdade e pelo respeito aos outros, os portugueses aprenderão mais com o exemplo do que com declarações solenes;

Contra a decadência moral e cívica, os portugueses terão mais a ganhar com o exemplo do que com discursos pomposos;

Pela recompensa ao mérito e a punição do favoritismo, os portugueses seguirão o exemplo do mais elevado sentido de justiça.

Mais do que tudo, os portugueses precisam de exemplo. Exemplo dos seus maiores e dos seus melhores. Os exemplos dos seus heróis, mas também dos seus dirigentes. Dos afortunados, cujas responsabilidades deveriam ultrapassar os limites da sua fortuna. Dos sabedores, cuja primeira preocupação deveria ser a de divulgar o seu saber. Dos poderosos, que deveriam olhar mais para quem lhes deu o poder. Dos que têm mais responsabilidades, cujo "ethos" deveria ser o de servir.»

Enquanto houver em Portugal pessoas a pensar assim, sou orgulhosa de ser Portuguesa.

Precisamos é de pessoas com esta CORAGEM!!

Teresa VV

PS. Discurso integral em PDF disponível http://static.publico.clix.pt/docs/politica/antonio_barreto_10062009.pdf

Wednesday, 24 November 2010

olá

irei regressar aqui.
porque me apetece
porque acho que terei tempo

ás vezes é preciso parar
para vivermos apenas
para estudar novos temas
para respirar o mundo

mas quero agora voltar aos meus pensamentos

brevemente

Tvv

Friday, 18 June 2010

Pensar, pensar... por José Saramago

"Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma."
José Saramago (1922-2010)

Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008

in blog http://caderno.josesaramago.org/ (acedido a 18/06/10)