Monday, 25 February 2013
A secreta vida das imagens: photo session 2
tocava-te e reconhecia-me.afinal não existia diferença entre o meu corpo e o seu reflexo. chamaram a esta coincidência lou...
Fotos de Sofia Carvalho
Tvv
Friday, 15 February 2013
A secreta vida das imagens: photo session 1
Não saberei nunca dizer adeus Afinal, só os mortos sabem morrer (...) Mia Couto
Fotografias de Sofia Carvalho
Tvv
Saturday, 21 April 2012
The Piano and the Female Body (part one)
Queen's University of Belfast (North Ireland), March 2012
Sunday, 25 March 2012
the sound of my body II
tvv
the sound of my body I
tvv
Tuesday, 13 December 2011
Publicação do novo artigo!!
Monday, 5 December 2011
"Music at Displaced Places"

Proposta para Seminário de Música na Escola Superior de Música e das Artes do Espetáculo/Porto
Jan2012
"Music at displaced Places”: potencialidades e constrangimentos
Descrição Sumária
É com esta expressão que Della Pollock (University of North Carolina/EUA) descreve o meu trabalho performativo após apresentação do mesmo numa conferência na Academia Sibelius em 2010. Music at displaced places significa trabalhar fora do lugar, fora do contexto, fora do padrão normalizado, fora do imaginário de expectativas do público. Isto porque o meu trabalho com a música tem privilegiado cruzamentos com outras linguagens artísticas, fruto de um longo investimento nas mais diversas áreas como o teatro, a improvisação, o vídeo, a fotografia e a performance. Este ênfase no interdisciplinar, na colaboração, na partilha de responsabilidades, na experimentação tecnológica, no lado corpóreo e autobiográfico do performer, encontra-se em consonância com a mudança de paradigma que vivemos atualmente, quer ao nível do pensamento quer da ação. Igualmente está em sintonia com a minha própria concepção da função social da Arte. Mais do que um mero entretenimento, o ato criativo é para mim um poderoso (e maravilhoso!) instrumento de intervenção no mundo contemporâneo.
Metodologia e Objetivos
Esta palestra está organizada em quatro secções. Iniciar-se-á com uma abordagem do universo da performance, do ponto de vista teórico e artístico, tal como ela é descrita por autores seminais nesta área como RoseLee Goldberg, Marvin Carlson, Richard Schechner e Adrian Heathfield, bem como pela Live Art Development Agency (UK). Após imersão neste território movediço e avesso a definições, abordarei na segunda parte como a música pode ser encarada como performance, exemplificando-o com vídeos do meu trabalho e do de outros autores. De seguida, farei uma reflexão crítica a este posicionamento artístico referindo as potencialidades e os constrangimentos associados a uma opção criativa tão pessoal e “fora do lugar”. Seguir-se-á, por fim, um período de discussão.
Como principal objetivo, esta apresentação pretende despertar os ouvintes para novas soluções artísticas e profissionais ligadas à música, desenvolver uma nova sensibilidade estética e alargar o conceito do que é, ou poderá ser, a Música e a Arte em geral.
Tvv
Tuesday, 18 October 2011
Vídeo "Straight from the Heart"
Straight from the Heart from Teresa Vila Verde on Vimeo.
TVV
Entrevista a Semanário da Póvoa de Varzim
SECÇÃO: Cultura | |
Entrevista a Teresa Vila Verde A Dança dos Sentidos "Nascida em Barcelos em 1974, Teresa Vila Verde é licenciada em Bioquímica pela Universidade do Porto e é licenciada em piano pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. Tem mestrado em Música Contemporânea pela Brunel University, West London e dá aulas de piano na Escola de Música da Póvoa de Varzim. Na 4ª edição do Festival de Teatro É-Aqui-In-Ócio, venceu o prémio do público, melhor performance, com o vídeo “Straight from the heart”. A Voz da Póvoa – Como é que descobriu o caminho da performance? Teresa Vila Verde – Foi com a música contemporânea e por influência do compositor americano George Crumb. Comigo o piano tem que estar amplificado para as pessoas ouvirem todas as vibrações. Tenho a escola do som perfeito, do clássico, sei o que é tocar bem e gosto disso. Mas também gosto de explorar os sons da madeira, o som do gesto, das vibrações do corpo no piano. Foi uma linguagem que desenvolvi no meu projecto de improvisação. A.V.P. – Os seus espectáculos convivem muito com o momento de improviso? T.V.V. – O momento é importante mas a improvisação tem muito trabalho. Nos ensaios vou criando esquemas e linguagens que funcionam como marcações. Mas depois, em palco, nunca sei exactamente o que vou fazer. Sei começar e como acabar, quando vai ser mais agreste ou mais doce, mas não pretendo perder a espontaneidade. Há um tempo elástico que nos permite ir sempre mais além. Nada colide, tudo se completa. A.V.P. – Há alguma situação em que o piano possa sair mal tratado? T.V.V. – Sei onde ponho as mãos e a forma como as coloco. Isto de ir para dentro do piano em busca de sons já se faz desde os anos 60 do século passado, não inventei nada. O gesto é realmente forte mas a estucada é suave. Com o piano tento fazer abordagens diferentes do convencional, mas tem muito teatro. Tal como na infância, volta-se ao espanto e à surpresa. A.V.P. – Cada espectáculo que faz é um mundo de afectos que procura? T.V.V. – Tem que ser capaz de transformar os outros e de me transformar. Pina Bausch sempre falou do amor e eu gostava de homenageá-la com um espectáculo sobre o amor. A falta de amor gera vazios. Tal como o espectáculo, o amor é uma construção, implica saber lidar com a frustração e com a dúvida. A.V.P. – Como se libertou de uma sociedade pouco aberta ao imaginário? T.V.V. – Venho de uma sociedade católica em que o corpo é pecado e de uma escola intelectual onde o corpo não existe. Continuo a ser profundamente cristã nos valores, mas penso pela minha cabeça e analiso segundo os contextos. Tenho muito respeito pelo outro ser humano. Sei que vivo num mundo que parece não ter valores, onde não há a educação para o amor. Isso choca-me. A.V.P. – Como professora de piano o quê que mais investe nos alunos? T.V.V. – Tento criar relações genuínas com eles. É importante interligar a música às suas vidas e não fechá-los no dogmatismo da perfeição que se adequa ao século XIX e à estética do centro da Europa. Os miúdos são inventores e improvisadores natos. Sou uma pessoa adulta e não me apetece esconder nada das crianças. Não consigo ter vidas duplas nem máscaras. A.V.P. – Gostaria de continuar a conciliar o ensino com o espectáculo? T.V.V. – Quero continuar a dar aulas e fazer as minhas performances. Sinto que sou uma boa professora para miúdos tímidos, que têm que ser desembrulhados, porque fui essa criança na infância. Não quero fechar-me seis horas no piano sem falar com ninguém. A arte não é um sacerdócio. Quero uma vida. Eu sei que sou uma pessoa feliz. As pessoas que não têm a segurança dos afectos são muito mais vulneráveis." In Jornal "A Voz da Póvoa" de 12/Outubro/2011 |
TVV |
Tuesday, 6 September 2011
Performance Inside the Screen - Mostra/Concurso de Video no Festival "É-Aqui-In-Ócio"
A quarta edição do festival de teatro “E-Aqui-In-Ócio” na Póvoa de Varzim realiza-se de 23 de Setembro a 1 de Outubro.
Este ano a grande novidade do festival é o lançamento de um concurso de curtas-metragens ligadas ao teatro., o “Perfomance Inside The Screen”.
O objectivo deste desafio é pôr em competição obras cinematográficas relacionadas com as diferentes áreas das artes performativas, do circo à dança e, claro, o teatro.
O vídeo deve incluir pelo menos uma performance, que poderá ser gravada ao vivo ou em estúdio. Estas curtas-metragens devem ser criativas e não podem ter mais do que 15 minutos.
O prazo de submissão é 15 de Setembro.
Regulamento
* Podem utilizadas imagens captadas em qualquer tipo de formato (analógico, digital) e qualquer tipo de câmara (Super 8, câmaras HD. Etc.)
* A curta-metragem não pode ter mais de 15 minutos
* Só poder ser usada banda original ou música sem qualquer tipo de direito reservado
* O prazo de submissão é 15 de Setembro * Os vídeos devem ser enviados via www.wetransfer.com parapaulo2pinto@gmail.com
Para mais informações contactar paulo2pinto@gmail.com
Thursday, 20 January 2011
My next move: Workshop na Companhia de Olga Roriz
14,15,16,18 e 19, das 18h00 às 21h00
Para bailarinos, actores e cantores
Descrição
O Workshop encontra-se estruturado em duas partes:
1 | Trabalho físico
Consciencialização do corpo através de técnicas como Feldenkrais, antiginastica, exercícios fitoterápicos. Trabalho de dança no chão, dança contacto, a dois e em grupo. Improvisação.
2 | Trabalho de texto
Trabalho de respiração, de som, sozinho e em grupo. Improvisação. Leitura de um texto, trabalho sobre o fragmento e reconstituição do texto.
Mais informaçõesCompanhia Olga Roriz
Rua da Prata, 108 1100-413 Lisboa/Portugal
Tel.: 21 848 23 18 | T.M.: 91 819 23 10
companhiaolgaroriz@sapo.pt
Tvv
Monday, 17 January 2011
Proposta para PERFORMA'11: Music at displaced places
Teresa Vila Verde
To think about “music at displaced places” we have to put music outside from its main space of action and thinking, and break many established conventions, rules and agreed norms. According to John Tusa (2005, The Janus Aspect: Artists in the Twenty-First Century. London: Methuen), this attitude is absolutely necessary to anyone interested in finding new forms of expression, in exploring new territories of action, in addressing the audience through new channels, and in experimenting new techniques and materials, aiming to achieve the traditional ends of deepened artistic expression. Indeed, when we work at liminal places, we can find new ways to link the historical heritage to the most innovatory artistic processes, to merge the real and the virtual space into a single dimension, to connect personal and collective memories, to interlink music with choreography, actions, objects and text in novel ways, and to play with layers of information where anyone has to choose what to see and how to understand what they see.
Therefore, after presenting at Performa’09 how music could be tackled as performance, this time I intend to explore more intensively the practical implications of this approach and re-create my latest work, called Music or Performance? That is the Question (created for the first feminist festival in Portugal, FeministizARTE, Braga/2009), in such a way that will link music to memory, gender and body, the three main themes of this conference. Consequently, the presentation will be a performance itself, and will start with a short introduction to contextualize the work followed by a creative description of it. This kind of presentation comes in line with the performance enterprise, which does not value pureness, perfectness, repetition, premeditation or convention. Instead, it challenges us to re-make what we have done in the past by adding new commentaries, techniques and materials. Embedded within this spirit, I will engage creatively with the video and experiment a new kind of presentation: a video-performance.
Artistic Production
Duration: around 40 minutes
Creation and Performer: Teresa Vila Verde
Video: Priscilla Fontoura
Artistic Direction: Vitor Alves da Silva
TVV
Saturday, 5 June 2010
Já tenho figurinista!!
Para isso irei trabalhar com a criadora de moda Alexandra Cabral.
Já merecia esta atenção.
Empatias dão nisto!
Obrigada por teres aceite o convite Xana com tanto entusiasmo!
Tvv
Tuesday, 1 June 2010
1º Andar - Mostra de Criadores Emergentes no âmbito das Artes Performativas
Serão seleccionados 4 espectáculos, a apresentar nos dias 25 e 27.Novembro e 2 e 4.Dezembro’10, na Covilhã. As propostas deverão ser enviadas até dia 9.Julho’10.
Os interessados deverão solicitar o regulamento e ficha de inscrição por e-mail (qp@quartaparede.pt).
[My next move!!]
Teresa vv
Helsinki, here I go!
Será na conferência The Embodiment of Authority: Perspectives in Performance, que se irá realizar em Setembro próximo. Uma conferência muito á frente. Quero mesmo estar lá!!
http://www.embodimentofauthority.net/
Irei apresentar "MUSIC AS PERFORMANCE: A PLACE FOR FIGHT AND FLIGHT".
Segue-se o abstract da minha proposta:
Envisioning music from a performance’s perspective represents to me an extraordinary platform to re-think, re-evaluate and re-enact music-making in the present context. As Marvin Carlson said (2004), performance is the process by which past forms of thinking and doing are adjusted and changed in the present, to answer the new motivations, needs and ways of living. To think about “music as performance” we need to challenge many ideas about the way music is typically thought, performed, perceived and studied by composers, musicians, listeners and researchers (a fight). But the benefits gained in this process are huge: we find a safe environment to test new artistic models, new languages to represent ideas, new modes of interaction between co-workers, and new strategies to address the audience (a flight). As a musician with keen interest in the performance world, at this conference I will present my latest work, entitled “Music or Performance? That is the Question”, which intersects written/improvised music with live video, performance, theatre and autobiography. It involves the collaboration of five different-skilled persons, including a sound and a video technician, a light designer, a theatre director and a music performer, and aims to defy conventions about what a concert, a pianist and a woman is. The presentation of this multimedia work will start with the deconstruction of its creative process followed by video screening of some of its relevant moments. Finally, more theoretical issues regarding the philosophical nature of the event, the authorial relationship between co-workers, the mode of perception by the viewers, the strategies to document a live event for further investigation and diffusion, and the way it connects with contemporary culture and life style, will be addressed.
Tvv
My new video is out there!
Gravado em Novembro 2009, em Braga.
Tvv
Saturday, 1 May 2010
Performance na Póvoa de Varzim
Concerto/performance por Teresa Vila Verde
Sábado, 8 de Maio, 21.30h
Diana Bar, Praia da Póvoa de Varzim
Pode a música ser performance e o músico ser performer?
Pode a música explorar um lado marcadamente corporal, visceral e visual?
Pode a música dialogar de forma íntima com outras linguagens artísticas e tecnológicas?
Pode a música abordar questões pertinentes do “modus vivendi” actual?
Pode a música transcender a dimensão lúdico-estética e ter também um papel pedagógico e social?
Estas e outras questões estão no cerne do projecto Música ou Performance? Eis a Questão - evento performativo que questiona o que acontece quando cruzamos linguagens, disciplinas, sensibilidades e concepções tradicionalmente tidas como opostas ou incompatíveis.
Música ou Performance? Eis a Questão cruza a música, o vídeo, a performance e o teatro, e descreve alguém que em vez de se submeter passivam
ente a caminhos convencionais vai, de questão em questão, à procura de uma linguagem expressiva que a exprima na plenitude.É fruto directo da participação da pianista-performer no workshop Autobiology (Glasgow/2009), um programa criado pela dupla anglo-americana Curious com o objectivo de explorar o visceral, os “gut feelings”, as conexões entre o corpo e a mente, biologia e autobiografia, visando a criação de material artístico “straight from the heart”.
Para mais informações consultar a página http://www.myspace.com/teresavilaverde.
Ficha Artística
Concepção musical: Teresa Vila Verde
Direcção artística: Vítor Alves da Silva
Luz: Margarida Alves
Som: João Pedro Carvalho
Vídeo: Joana Fernandes Gomes
Preço dos Bilhetes
5 euros adultos
3 euros jovens até 25 anos/reformados
Bilhetes á venda na Associação Pró-Música/Escola de Música da Póvoa de Música e, no dia do espectáculo, no Diana Bar
Informações
Para mais informações, por favor contactar a Escola de Música da Póvoa de Varzim, tel. 252614145
Tuesday, 6 April 2010
The Embodiment of Authority: Perspectives on Performances
10–12 September 2010, at the Department of Doctoral Studies in Musical Performance and Research, Sibelius Academy, Helsinki, Finland.
Call for Papers
The Embodiment of Authority Conference will be part of the recently formed international network of innovative discussion on the study of performance in the arts. One of the key aims is to look for common denominators, to link different trends in an area that seems to be developing into a major field of research in many countries. The social practices of performing, rehearsing, documenting and theorising, as well as the deconstruction of the creative process in performance, lie at the very heart of the conference.
One of the questions to be addressed is that of "authorship" and collaborative creativity in art. In The Embodiment of Authority Conference, the multi-material aspects of the creativities of the composers, performers, listeners and other agents such as sound technicians or even patrons (cf. Richard Strauss's Ariadne auf Naxos), are taken into account in the act of performance.
The deadline for the submission of abstracts is Friday 30th April 2010.
More details on http://www.embodimentofauthority.net/
Teresa VV
Tuesday, 17 November 2009
teresa vila verde no FeministizARTE
direcção artística: vítor alves da silva
luz: margarida alves
vídeo: joana fernandes gomes
som: joão pedro carvalho
Evento performativo que cruza a música, o teatro, a performance, o vídeo e a instalação. Ao apresentar uma pianista que canta e fala, que conta histórias autobiográficas, que gosta de explorar inusitados espaços sonoros do seu instrumento e da sua voz, este projecto pretende desafiar convenções acerca do que é um concerto, uma pianista e uma mulher. música ou performance? eis a questão tem como base a improvisação, sendo esta pontuada com referências a outros universos musicais.
Evento que resulta da participação no workshop Autobiology, orientado pela dupla anglo-americana Curious (http://www.placelessness.com/) e parte integrante do National Review on Live Art (Glasgow, Fevereiro 2009), cujo objectivo foi explorar o visceral e os “gut feelings”, as conexões entre o corpo e a mente, biologia e autobiografia, visando a criação de material artístico “straight from the heart”.
Teresa no workshop autobiologyPara saber mais sobre esta e outras performances consulte a página:
http://www.myspace.com/teresavilaverde
Tuesday, 14 July 2009
Ensinar-te o QUÊ e COMO?!
Alguém me pede num estado desesperado
para lhe ensinar a conquistar a liberdade e o prazer que encontrou no meu último video
e que sente que o perdeu algures no tempo
Ensinar-lhe o QUÊ e COMO?
Que livros? Que técnicas?
Como posso adaptar as minhas construções a outra pessoa?
Pensando nestas e noutras questões
verifico, com satisfação claro, o quanto já andei
e o quão distante estou dos formalismos e convenções associadas à música
Onde tudo começou?
Nos sons de George Crumb
ouvi-os e disse para mim própria "é isto o que eu quero tocar! Senão prefiro tocar nada"
Qual a minha primeira performance?
Troquei de casaco (!?) entre duas peças
precisava de mudar de identidade e fí-lo assim
o impacto no público foi ENORME!!!
Quais as minhas "técnicas"?
Estudo OUTRAS áreas para além de música
sejam elas performativas ou não
e interligo TUDO à música
O que leio?
Leio sobre TUDO
eu consigo cruzar TUDO com a música
consigo pensar sobre música lendo rigorosamente NADA sobre ela
tentei simplesmente responder às minhas questões
fossem elas sobre o estado do mundo actual (pósmodernismo), sobre a transcendência do ser humano (ritual, visceral, expressionismo) ou inquirindo acerca da necessidade da música nos indivíduos e sociedade actual
Quais as minhas referências performativas?
Desculpem-me a minha "anormalidade"
mas cansei-me de estudar música de uma forma tecnicista e fechada em si própria
simplesmente porque tanto conhecimento técnico, tanta análise, tanta veneração aos GRANDES mitos da música europeia
quase me fez perder o prazer que sentia antes por uma simples audição
quase assassinei aquele prazer de criança pelas coisas simples
aquele prazer de não pensar muito
e simplesmente FAZER porque sim
pelo prazer em si mesmo
Além disso sentía-me separada do Mundo
habitava uma torre de marfim acessível só aos entendedores da "grande música"
em vez de privilegiada sentí-me num gueto elitista?!
Então, decidi partir
fui à procura de contactos, empatias, contaminações, saberes
à procura de uma forma de expressão que fosse capaz de me exprimir com naturalidade
em ligação com o mundo que me rodeia, atento às suas interrogações e inquietações
Daí que as minhas referências venham essencialmente da dança, do teatro e da performance
aqui encontrei uma liberdade, uma ousadia e um contexto para experimentar novas formas de fruição estética
encontrei o arrepio, a compreensão, a loucura, o prazer, a facilidade e a naturalidade de mim
Segui o caminho de alguém que não se acomodou ao pré-estabelecido
de alguém que procurou a sua expressão singular
independentemente do que é suposto "ser-se"
e tenho esta ânsia de partilhar as minhas conquistas com o Outro
de propor uma nova forma de se pensar e fazer música
Por isso vou a conferências, escrevo, publico as minhas ideias sempre que posso
dou a cara: falo, toco, canto...
Se inspiro alguém a querer mudar o seu rumo
ou a pensar de uma forma diferente a música ou a Vida
é simplesmente MARAVILHOSO!!
Teresa
