The field of
Performance gives close attention to aspects of performance that are usually
neglected by musicians. When we think about music as performance, new relations
between the body and music, body and mind, body and space, body and
technologies, the performer’s body and the audience’s body, are brought out to
light. Performance thus paves the way for exciting new insights about
music-thinking and music-making.
As a music practitioner with keen interest in the
Performance field, at the Two Thousand + TWELVE Symposium I will
present my work exploring the new relations that arise from thinking of music
and performance together. First I will contextualize the body, and the artist’s
body in particular, through a varied range of studies taken from philosophy to
musicology and performance, aiming to understand the paradigm shift that
happened around the position of the artist’s body inside the Western culture.
This will be followed by a video screening of my solo improvisation project,
done during my Masters in Contemporary Music at Brunel University (West
London/2008), which explores the connections between my body and the piano’s
body. Inspired in Pina Bausch’s aesthetical universe, I created a kind of
choreography of movements that generated sound on the piano – a sound that
became the music of my body.
TERESA VILA VERDE
Biography
Teresa
Vila Verde is a Portuguese music performer, researcher and teacher with keen
interest in the world of Performance. Her work explores the visual,
technological, corporeal and site-specific dimension of Music and has been
presented in a variety of academic and artistic contexts. For further
information see www.teresavilaverde.com
A minha proposta para a conferência de Helsínquia foi aceite!! Será na conferência The Embodiment of Authority: Perspectives in Performance, que se irá realizar em Setembro próximo. Uma conferência muito á frente. Quero mesmo estar lá!! http://www.embodimentofauthority.net/
Irei apresentar "MUSIC AS PERFORMANCE: A PLACE FOR FIGHT AND FLIGHT".
Segue-se o abstract da minha proposta:
Envisioning music from a performance’s perspective represents to me an extraordinary platform to re-think, re-evaluate and re-enact music-making in the present context. As Marvin Carlson said (2004), performance is the process by which past forms of thinking and doing are adjusted and changed in the present, to answer the new motivations, needs and ways of living. To think about “music as performance” we need to challenge many ideas about the way music is typically thought, performed, perceived and studied by composers, musicians, listeners and researchers (a fight). But the benefits gained in this process are huge: we find a safe environment to test new artistic models, new languages to represent ideas, new modes of interaction between co-workers, and new strategies to address the audience (a flight). As a musician with keen interest in the performance world, at this conference I will present my latest work, entitled “Music or Performance? That is the Question”, which intersects written/improvised music with live video, performance, theatre and autobiography. It involves the collaboration of five different-skilled persons, including a sound and a video technician, a light designer, a theatre director and a music performer, and aims to defy conventions about what a concert, a pianist and a woman is. The presentation of this multimedia work will start with the deconstruction of its creative process followed by video screening of some of its relevant moments. Finally, more theoretical issues regarding the philosophical nature of the event, the authorial relationship between co-workers, the mode of perception by the viewers, the strategies to document a live event for further investigation and diffusion, and the way it connects with contemporary culture and life style, will be addressed.
ANTI Festival 2010 will focus on textual, written and language-based responses to site specificity. We encourage artists working across a range of media to consider the following areas of enquiry, these include, but are not limited to:
Page and screen-based responses to site - contextual approaches to publication and dissemination Mapping and mark-making - geographic and topographic textual processes Inscription - the materiality of writing Language and translation – nationhood and place Writing as performance - live writing as contextual and site-based practice Performance texts and site-based processes – spatial/contextual engagement and live utterance
ANTI – Contemporary Art Festival will be held in Kuopio, Finland between Sept 29th – Oct 3rd 2010.ANTI is an international contemporary arts festival presenting site-specific works made for public space. Over the past eight years ANTI has presented live, sonic, visual and text-based art from today’s most exciting and innovative artists. A truly international festival and Finland’s foremost presenter of Live Art, ANTI is a meeting place for artists and audiences fascinated by how art shapes and responds to the places and spaces of everyday life.
ANTI’s emphasis is on site-specificity. The festival understands this term in an expanded sense; proposals may suggest works that deal with a site geographically, culturally or by association etc. The proposal form asks artists to state their preferred site for their project. Please think carefully about where and how a project will be sited. The festival will undertake all negotiations to allow projects to use public/private space. Please remember that ANTI does not programme works for gallery or theatre spaces.
As ANTI festival takes place in public space it is essential proposals consider a site’s pre-existing ‘audience’; be they passers-by, customers or residents. Alongside those who purposely visit the festival, a substantial part of ANTI’s audience are members of the public who come across the works by chance.
concepção musical e performer: teresa vila verde direcção artística: vítor alves da silva luz: margarida alves vídeo: joana fernandes gomes som: joão pedro carvalho
Evento performativo que cruza a música, o teatro, a performance, o vídeo e a instalação. Ao apresentar uma pianista que canta e fala, que conta histórias autobiográficas, que gosta de explorar inusitados espaços sonoros do seu instrumento e da sua voz, este projecto pretende desafiar convenções acerca do que é um concerto, uma pianista e uma mulher. música ou performance? eis a questão tem como base a improvisação, sendo esta pontuada com referências a outros universos musicais.
Evento que resulta da participação no workshop Autobiology, orientado pela dupla anglo-americana Curious (http://www.placelessness.com/) e parte integrante do National Review onLive Art (Glasgow, Fevereiro 2009), cujo objectivo foi explorar o visceral e os “gut feelings”, as conexões entre o corpo e a mente, biologia e autobiografia, visando a criação de material artístico “straight from the heart”.
A semana passada tirei a barriga de misérias E fui ao DANCEM'09 ver a companhia de dança belga C. de la B. Foi um soco na barriga mas não uma congestão!!
"Mas o que é isto?" pensámos nós, meros mortais vemos coisas que gostámos, outras odiámos, outras extasiam-nos, outras magoam-nos é visceral, vai aos limites de tudo, da dança, dos corpos, do Belo, do movimento sempre com boa música... gostei do diálogo entre J. S. Bach e a contemporaneidade pelo talento de Fabrizio Cassol a música e as palavras ditas ao "microfone-confessionário" entrelaçam tudo num todo saí com os meus sentidos intoxicados, saturados, ultra-estimulados por isso Adorei!!
É que para andar dentro dos limites, ando eu todos os dias para ver coisas bonitinhas, politicamente correctas ou uma sensualidade enlatada não preciso de ir ao teatro Eu quero é algo que me toque FUNDO me tire da apatia da vida quotidiana quero uma arte que rasgue, que ouse, que arrisque uma sincera loucura Arte que me olhe de frente e de olhos nos olhos me mostre algo forte Esta companhia desafiou-me E é assim que eu gosto de ser tratada
Uma semana após a morte de Pina Bausch, a minha musa, recordo palavras que escrevi num post antigo sobre a razão da minha admiração incondicional (algo raro em mim!) a esta coreógrafa.
«Consegui!!! Consegui comprar um bilhete para ver finalmente ao vivo a companhia da Pina Bausch, a Wuppertal Tanztheatre, em duas criações emblemáticas: «A Sagração da Primavera» e o «Café Muller». Após tantos anos de espera...
O trabalho da Pina Bausch é uma inspiração para mim.
Porque o que conta são as pessoas. Somos nós. As suas histórias são as nossas histórias. Vemos abraços, encontros, desencontros, alienação e a procura desesperada de um sentido no meio do caos. Pina fez-me tomar consciência de que toda a criação artística é uma metáfora da Vida, onde o passado se cruza com o presente. E talvez com o futuro...
Porque a sua matéria-prima são as emoções. São as nossas emoções. No ‘Café Muller’ há uma distância brutal entre todas as personagens; elas nunca se encontram… é-me muito perturbador. Duas delas estão absorvidas num abraço inerte. São ausentes, anestesiadas, talvez oníricas; há a mulher solitária. Nervosa, perdida em gestos indecisos. Ela procura e procura, mas não sabe o quê, onde nem porquê; e depois o 'waiter', a personagem mais real no meio de personagens isoladas no seu mundo. O rapaz que procura em vão compor o mundo através das cadeiras e dos abraços. Eu pergunto, no meio destas personagens onde estamos nós? Somos aqueles dois seres que se abraçam como que fugindo ao que os rodeia? Ou aquela mulher perturbada, perdida em si própria? Ou aquele ser que procura desesperadamente pôr ordem nas cadeiras do café? Não fomos todos já um pouco destas personagens? Sim, a distância entre elas é tremendamente perturbadora. E é nesta distância ou tensão que eu quero trabalhar.
Porque os seus bailarinos estão longe dos padrões de beleza e de performance física que nos são apresentados a todo o momento pela TV e media em geral. Os seus bailarinos são pessoas como nós. Os seus corpos também envelhecem, ganham rugas e marcas com o tempo. Pina B. sabe que um corpo sem marcas é um corpo sem histórias; é um corpo incapaz de uma expressão inteira. Por isso ela não trabalha com belezas plásticas e rígidas; ela trabalha com pessoas como nós. Com corpos que sentem como os nossos. E o sentir forte não é apanágio da juventude. É apanágio do ser humano;
Pina B. é uma pessoa que se atrapalha com as palavras. Não é através delas que melhor se exprime. É pelos gestos das suas mãos. É aí que tudo começa. Tudo o que nos é apresentado um dia como grande e sofisticado, começou por uma pequena pergunta ou por um movimento não pensado. Mais uma vez, a importância das coisas sem importância...
«O filósofo e sociólogo Edgar Morin, que hoje participa em Viseu num colóquio sobre Educação promovido pelo Instituto Piaget, defende uma "reforma radical" do modelo de ensino nas universidades e escolas, salientando a necessidade de acabar com a 'hiperespecialização'.
"Temos a necessidade de reformar radicalmente o actual modelo de ensino nas universidades e escolas secundárias. Porquê? Porque actualmente o conhecimento está desintegrado em fragmentos disjuntos no interior das disciplinas, que não estão interligadas entre si e entre as quais não existe diálogo", sublinha, em entrevista à Lusa. O filósofo francês considera que o modelo actual leva a "negligenciar a formação integral e não prepara os alunos para mais tarde enfrentarem o imprevisto e a mudança".
Edgar Morin, de 88 anos, critica, por exemplo, que nas escolas e universidades "não exista um ensino sobre o próprio saber", ou seja, sobre "os enganos, ilusões e erros que partem do próprio conhecimento", defendendo a necessidade de criar "cursos de conhecimento sobre o próprio conhecimento". Lamenta, igualmente, que a "condição humana esteja totalmente ausente" do ensino: "Perguntas como 'o que significa ser humano?' não são ensinadas", critica.
Por outro lado, acredita que a "excessiva especialização" no ensino e nas profissões produz "um conhecimento incapaz de gerar uma visão global da realidade", uma ‘inteligência cega’". "Conhecer apenas fragmentos desagregados da realidade faz de nós cegos e impede-nos de enfrentar e compreender problemas fundamentais do nosso mundo enquanto humanos e cidadãos, e isto é uma ameaça para a nossa sobrevivência", defende.
"Está demonstrado que a capacidade de tratar bem os problemas gerais favorece a resolução de problemas específicos", garante Morin, lembrando que a maioria dos grandes cientistas do século XX, como Einstein ou Eisenberg, "além de especialistas, tinham uma grande cultura filosófica e literária".
"Um bom cientista é alguém que procura ideias de outros campos do conhecimento para fecundar a sua disciplina", afirma, sublinhando que "todos os grandes descobrimentos se fazem nas fronteiras das disciplinas". Garante também que "apesar de em muitas universidades norte-americanas existir maior flexibilidade no que toca ao modelo ensino", nos Estados Unidos existe o "mesmo problema que na Europa". »
Não conhecia as ideias de Edgar Morin mas após leitura deste texto fiquei bastante curiosa de conhecer o seu pensamento, que parece ser tão radical quanto urgente nos tempos actuais. Igualmente sou avessa ao "conhecimento hiper-especializado", por múltiplas razões que nem vale a pena citar, mas sempre pensei ser uma questão de âmbito pessoal, não geral. Esta crença cega nos especialistas ("aqueles que vão resolver todos os nossos problemas") sempre me fez arrepiar...
Claro que todos nós precisamos de nos focarmos em algo, de nos especializarmos nalguma coisa, mas o perigo acontece quando nos tornamo-nos parte de um "clube" fechado que segue a lógica do "nós é que sabemos resolver os problemas das pessoas, logo, nós é que somos realmente importantes no mundo. Os outros não interessam". É preciso, dentro da nossa especialidade, pôr as antenas viradas para fora no sentido de establecer ligações ao que nos rodeia. Talvez daqui venha o meu fascínio pela filosofia, que sempre vi como a disciplina capaz de ligar os múltiplos fragmentos numa unidade mais ou menos coesa. É a filosofia que me dá noção do todo. Ela aborda o conhecimento científico, social, artístico, técnico, virtual, psicológico, etc., num único discurso. Cria a síntese.
Bem a propósito, o último trabalho de Laurie Anderson (Homeland, que vi o ano passado no Barbican) ironiza entre outras coisas esta cultura de idolatria dos "experts". A letra desta "canção falada" é magnífica! Ouçam com atenção, porque "only an expert can deal with the problem"...
Ela é realmente a "21st troubadour", como disse há uns meses atrás a jornalista americana Joy Goodwin (New York Sun).
Hoje quero escrever algo Ainda não sei bem o quê Algo vindo do nada Sem razão aparente E não me apetece ser correcta com a pontuação do texto Estou numa irreverência juvenil
A foto nada tem haver com o meu pensamento Apetece-me simplesmente partilhar imagens Imagens que ando a recolher sobre Live Art Imagens que gosto Esta é de uma coreografia da Pina Bausch Pungente e lírica Cores fortes e apaixonadas Foto acústica
Agora algo que não tem nada a ver O meu percurso auditivo
Em criança quando me pediam para cantar cantarolava "Sobe, sobe balão sobe" da Manuela Bravo acabadinha de ganhar o festival da canção
Logo a seguir comecei a cantar em inglês com os ABBA. Conheci todo o seu repertório e chorei quando eles terminaram
Depois a pirosada dos anos 80. Ouvia a música pop do momento. Consumia e deitava fora. Nada ficou dentro de mim. Excepto o "Não há estrelas no céu" do Rui Veloso que me acompanhou Verões sem fim na praia deserta da Apúlia
Com os 17 ou 18 anos descubro os decibéis do rock dos anos loucos (60/70s) através dos Led Zeppelin. Nada de Stones, ou Beatles ou Pink Floyd. Apenas Led Zeppelin, não sei porquê...
Anos mais tarde, já na faculdade e com 19 anos, reconciliei-me com o Piano (o meu segredo de adolescente!) e ouço obsessivamente a Antena 2. Ganhei uma base sólida do repertório clássico que me tem acompanhado até hoje. Enquanto estudava reacções metabólicas, mecanismos de regulação enzimática e técnicas de manipulação genética, ouvia sinfonias, trios de câmara, música barroca, ópera, canção francesa e todo o repertório para piano (claro)
Já na ESMAE ouço mais do Canon da música erudita Europeia; interesso-me pela tradição mais recente da música e descubro Ligeti, Crumb, Stokhausen e... o Jazz!! Um jazz bem docinho - o contraponto necessário a tanta vanguarda de sons
E, como não tenho mais paciência, salto para os anos mais recentes onde perdi todas as inibições auditivas que ainda restavam e ouço sonoridades electrónicas, o exotismo das músicas do Mundo, o free jazz, as fusões da música erudita com a popular (tipo Fredric Rzewski), o universo peculiar do Tom Waits (que me acompanhou em toda a jornada inglesa), a voz hipnótica de Laurie Anderson, o experimentalismo dos sons da vanguarda, o regresso ao universo pop, o flamenco, o fado...ouço TUDO, TUDO!
Isto para dizer o quê? Que vou renovando os sons que me rodeiam Cada um deles me traz memórias de sabores, experiências, certezas e ingenuidades Eu gosto de cada um desses momentos mas preciso de me renovar CONSTANTEMENTE Preciso de procurar o som que me define nesse momento Aquele que me explica e me compreende A minha relação mais séria da vida estão nestes sons Sempre em des-sintonia uns com os outros
Ser-me-ia impossível viver agarrada de forma dogmática ou cega a um som apenas A renovação, a procura constante de algo novo, é o que me sustenta o ânimo e alegria de viver Por isso, é-me incompreensível ver o quanto as pessoas se agarram ao passado, sem nunca o largarem Parece que têm medo de trair os seus sonhos da sua juventude E lá vão ouvindo sempre, sempre, sempre, e mais uma vez, as mesmas melodias e sonoridades Obviamente não há nada de mal nisto Apenas é um sinal do quanto as pessoas se sentem inseguras do presente e têm medo de arriscar E isso é o que EU não quero
(Como vêm Eu uso SEMPRE a música para me compreender e aos Outros)
Comecei com uma foto acústica Termino com uma foto fortemente ruidosa Apresento-vos Stelarc, o "live artist" australiano que conheci na Brunel, cujo trabalho se centra na convicção de que o corpo humano é "obsoleto"
Para ele, o corpo já deu o que tinha a dar As suas capacidades já foram exploradas ao limite em todas as áreas: físicas, cognitivas, psicológicas e sociais Além disso, o corpo não é perfeito nem eficiente Cansa-se rapidamente, apanha doenças, tem limites de sobrevivência muito apertados Resta ampliá-lo ou dotá-lo de novas capacidades através de prostéticos quer tecnológicos, virtuais ou biológicos
Aqui, ele apresenta o seu terceiro braço Na Brunel, apresentou o seu ouvido-extra que "construiu" biologicamente no seu braço esquerdo Ele redesenha o seu corpo e cria um ser híbrido Explora a interface humano-tecnológica de forma REAL Porque o corpo é "obsoleto"
Sei que parece estranho tudo isto Também o foi para mim, mas já não o é Ele fez-me pensar nos limites do corpo humano E eu gosto de ser desafiada Obviamente não estou com vontade de testar "prostetesias" (inventei esta palavra agora) deste tipo em mim Continuo a ser alguém fundamentalmente acústico
Teresa vv
PS1. Raios, eu que queria escrever algo curtinho...
PS2: Para saber mais sobre Stelarc: http://www.stelarc.va.com.au/ E um video que encontrei do Stelarc com o seu terceiro braço, num video dos Queen.
«O que cada um de nós procura, no meio dos acontecimentos onde mergulha, é construir a sua vida individual, com a sua diferença relativamente a todos os outros e a sua capacidade de dar sentido geral a cada acontecimento particular.»
Alain Touraine (2005). Um Novo Paradigma - Para Compreender o Mundo de Hoje, Lisboa: Instituto Piaget, p. 124.
Acerca do título deste blog
Com "Ginha", meu diminutivo de infância, quero evocar o tempo em que a realidade se confundia com o sonho, em que acreditávamos na magia, em que nos deslumbrávamos com pequenos nadas, em que questionávamos o óbvio. Quanto ao restante, é naturalmente inspirado no pequeno livro de Lewis Carrol, Alice no País da Maravilhas, cujo conteúdo me surpreendeu pela excentricidade, imaginação e rápida mutação dos acontecimentos. Tal consiste a "maravilha" desse mundo. Não será uma boa metáfora do mundo actual?
Preciso de perceber o mundo pósmoderno em que vivo; por isso ouço, leio, observo, penso, experimento e depois crio...momentos ou/e perenidades.
O meu projecto de investigação centra-se na criação de "performances com música". Quero explorar o visceral, o corpo (o meu e o do piano), a voz, as tecnologias, a teatralidade, o espaço, o gesto, a expressão e tudo o mais que me faça sentido na performance de música. Para saber mais sobre o meu trabalho visite a página http://www.myspace.com/teresavilaverde.