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Monday, 12 September 2011
Saturday, 26 February 2011
Sob o signo do sofrimento
o sofrimento tem um significado
foi através dele que me transformei
sou agora mais tranquila
mais segura
mais tolerante
menos exigente
menos ambiciosa
ver quem amo a lutar pela própria vida
incapaz de poder sonhar com um futuro
toca-me muito forte
e transforma-me...
eu posso sonhar muito
eu posso concretizá-los, um dia
(já concretizei tantos, nossa!!)
neste momento, sonhar é um luxo
é uma dádiva
é demasiado até
aprendi igualmente com o sofrimento que causei aos outros
ás vezes de forma involuntária
outras por egoísmo
ao ver o quanto sofriam
tomei consciência de que não tinha esse direito
não tenho o direito que causar dor aos outros
ERREI
e tornei-me na pessoa que sou hoje
mais recatada
mais reservada
mais moderada
menos volúvel ao efémero, ao superficial, às ilusões vãs
a vida é tão preciosa e tão vulnerável...
não tenho tempo a perder com futilidades
ou com pessoas vazias de si
quanto ao sofrimento que os outros me causaram
enfim... a esse sobrevivi sempre
(e espero sobreviver sempre)
é o outro,
aquele que vejo em quem amo ou que foi causado por mim,
que realmente me transforma
e me dá paz...
Tvv
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Crónicas Portuguesas,
Sofrimento
Thursday, 24 February 2011
Sob o signo da coragem
José Gil escreveu sobre "o medo de existir" dos portugueses
Sei bem a que é que ele se refere
também vivi rodeada desse medo
medo da afirmação de nós
medo do que pensarão de nós
medo do estranho
medo do diferente
senti tudo isto logo na infância
tão longínqua mas sempre aqui tão perto
na adolescência dei os primeiros passos no sentido da minha libertação
passos atabalhoados, gritos e choros convulsivos
tudo era confuso e nebuloso
mas agora, vejo claramente
tudo não passava de uma recusa desta herança
deste medo que não nos deixa existir em pleno
hoje, sendo mulher
atrevo
arrisco
tenho medo, mas vou
e vou sem saber exactamente qual o caminho
vou
o desconhecido já não me assusta
já não me inibe
não me tolhe a acção
nem o pensamento
antes, desafia-me
move-me
mexe-me
faz-me voar
Aprendi a ter coragem
e isto, graças á música...
o meu território seguro
a minha casa
o espaço onde ouso cada vez mais
onde transponho todos os meus limites
onde não me importo de ser feia, bonita, louca, beatífica, cruel, lasciva, anjo, demónio
pela música vivo em pleno
é o maior dom que recebi na vida...
Tvv
Isto a propósito de muitas coisas...
Mas, em especial, devido ao próximo workshop que realizarei, desta vez com o músico Vítor Rua, onde não faço a mínima ideia do que irei fazer. Sei que não serei cantora, nem pianista... então, vou lá fazer o quê? Que materiais vou usar??
Não sei. Mas irei fazê-lo!!
:))
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Improvisação,
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Vítor Rua
Saturday, 12 February 2011
"Talk Show" de Rui Horta - Impressões a Quente
Este espectáculo é muito mais do este video.
Há muitas "camadas", imagens, palavras, suores, sinais característicos dos corpos envelhecidos, mãos entrelaçadas, sexo, abraços, que estão ausentes aqui.
Há um rodopio constante de corpos e palavras que se vêm, se ouvem, se imaginam e que nos intoxicam pensamentos e sentidos.
Vemo-nos ali, sem máscaras... a nossa matéria física, espiritual e evolutiva ao longo do tempo.
Um corpo que é também o nosso, enredado em paixões, histórias, sentimentos exacerbados e em ternura.
Aqui, questiona-se se o amor ao longo dos anos. Será isso possível? Se sim, como se transmutará numa e noutra e ainda noutra "coisa" que também é amor? Como é amar alguém aos 20 e aos 60 anos?
A minha questão aqui é, nos tempos de crise, de instabilidade e de egoísmo que vivemos, será possível o amor perdurar anos? Poderá ele sobreviver às crises, dúvidas, mágoas, cicatrizes, desilusões, silêncios, afastamentos... será o amor ainda uma possibilidade "possível" nos dias de hoje?
"Talk Show" é um exercício sobre estas questões; e sim, dá-nos algumas pistas de como isso poderá ser possível, apesar de todos os tumultos que nos rasgam a alma...
Este espectáculo conseguiu falar-me de Amor. Que benção!
Tvv
PS: Curioso ver este espectáculo numa altura em que tenho de estudar "gestão de conflitos" e reflectir sobre estratégias para a sua resolução, como a negociação entre pares. Tudo o que leio relativamente a este tema (sempre interligado à educação) posso aplicar na minha esfera privada. São este tipo de conexões que me enriquecem a vida. Eu interligo TUDO na minha vida.
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Amor,
Rui Horta,
Ser humano,
talk show
Saturday, 5 February 2011
Também eu danço "As Lágrimas de Saladino"
Acabadinha de chegar a casa
após ver "As lágrimas de Saladino" de Rui Horta
danço e danço...
não páro de me mexer
e de me ver dançar
e, sim, GOSTO muito do que vejo!!
observo a linha do meu corpo, dos meus cabelos, das minhas mãos, dos meus pés, dos meus olhos
e "ouço" a minha alma, sem medo
danço com uma mistura de desejo e de raiva
é o desejo de beleza e de sensualidade que procuro
mas é também a raiva que me move
é assim que danço
"As lágrimas de Saladino" despertou em mim uma raiva latente
a raiva que sinto pela crueldade das pessoas, umas para com as outras
a raiva pelo seu egoísmo atroz, que me fere mortalmente
a raiva pela falta de coragem de assumirem os seus compromissos com os outros
a raiva pelo vazio ético das pessoas
todos se acham boas pessoas
as suas intencões são magnânimes e eloquentes
mas na realidade apenas assisto a uma permissividade e cobardia
fruto da falta de um projecto para si mesmo (quanto mais partilhado com outros?)
é o vazio existencial no seu lado mais crú e cruel
raiva, raiva...
por isso, danço e danço...
e como gosto de me ver assim...BELA!
Tvv
PS. Apesar deste trabalho não me ter transcendido, nem me me ter "falado de amor" (aqui refiro-me a Pina Bausch), o Rui Horta continua em "estado de graça". Em momentos de crise preciso de referências fortes e ele é, sem dúvida, uma referência forte para mim. Quer artística, quer pessoal.
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Rui Horta
Thursday, 20 January 2011
About my next move...
NÃO, NÃO SOU BAILARINA, NEM ACTRIZ, NEM CANTORA
MAS É DE ALGO ASSIM, FORTE E ASSUSTADOR, QUE PRECISO NESTE MOMENTO
PARA DESPERTAR O LADO MAIS EXPRESSIVO DO MEU CORPO
PARA EXPERIMENTAR NOVOS MATERIAIS E TÉCNICAS QUE ALIMENTEM O MEU SER CRIATIVO
PARA CONHECER PESSOAS QUE FALEM A MINHA LINGUAGEM, QUE TENHAM OS MESMOS MEDOS E ÍMPETOS
PARA ESTAR PERTO DE UMA GRANDE REFERÊNCIA MINHA:
A LINDA E MARAVILHOSA MULHER E BAILARINA OLGA RORIZ!
RAIOS, PRECISO DE ACORDAR DESTA VIDA!!
APENAS ISTO NÃO ME CHEGA!!
VOU PRECISAR DE MUITA CORAGEM PARA FAZER ESTE WORKSHOP
DE UMA CORAGEM VISCERAL QUE EU SEI QUE TENHO
(apenas está es-con-di-da....)
Tvv
MAS É DE ALGO ASSIM, FORTE E ASSUSTADOR, QUE PRECISO NESTE MOMENTO
PARA DESPERTAR O LADO MAIS EXPRESSIVO DO MEU CORPO
PARA EXPERIMENTAR NOVOS MATERIAIS E TÉCNICAS QUE ALIMENTEM O MEU SER CRIATIVO
PARA CONHECER PESSOAS QUE FALEM A MINHA LINGUAGEM, QUE TENHAM OS MESMOS MEDOS E ÍMPETOS
PARA ESTAR PERTO DE UMA GRANDE REFERÊNCIA MINHA:
A LINDA E MARAVILHOSA MULHER E BAILARINA OLGA RORIZ!
RAIOS, PRECISO DE ACORDAR DESTA VIDA!!
APENAS ISTO NÃO ME CHEGA!!
VOU PRECISAR DE MUITA CORAGEM PARA FAZER ESTE WORKSHOP
DE UMA CORAGEM VISCERAL QUE EU SEI QUE TENHO
(apenas está es-con-di-da....)
Tvv
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Dança Contemporânea,
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next move,
Olga Roriz,
Processos Criativos
Monday, 10 January 2011
sim, tenho medo...
Sim, agora tenho muitos medos
medo de acreditar nas pessoas
medo de ir a certos lugares
medo de ouvir certas músicas
medo de me sentir
medo de sonhar...
porque tudo me lembra o passado
bom, vivido, intenso
mas que já não é presente, nem será futuro
O futuro
esse terá de passar pelas minhas "performances"
só aí não tenho medo
só aí sei que nada nem ninguém me desiludirá
só aí posso sonhar sem limites
posso sentir o infinito
posso viver em plenitude
posso transcender-me como ser humano
pois todos os meus sonhos se tornam realidade!
Mas só aí...
Teresa VV
PS. Pena estar a fazer uma formação pedagógica que me tira tempo para fazer o que gosto...mas brevemente "ressuscitarei"!
medo de acreditar nas pessoas
medo de ir a certos lugares
medo de ouvir certas músicas
medo de me sentir
medo de sonhar...
porque tudo me lembra o passado
bom, vivido, intenso
mas que já não é presente, nem será futuro
O futuro
esse terá de passar pelas minhas "performances"
só aí não tenho medo
só aí sei que nada nem ninguém me desiludirá
só aí posso sonhar sem limites
posso sentir o infinito
posso viver em plenitude
posso transcender-me como ser humano
pois todos os meus sonhos se tornam realidade!
Mas só aí...
Teresa VV
PS. Pena estar a fazer uma formação pedagógica que me tira tempo para fazer o que gosto...mas brevemente "ressuscitarei"!
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Reflexão
Saturday, 4 December 2010
O problema do "sentir"
A dança é outra das minhas paixões.
Quando vi ELECTRA da Olga Roriz algo mudou em mim.
Esqueci tudo e todos e só me lembro de fugir do teatro para, escondida, chorar...
porque não compreendia o que sentia
porque estava sufocada de tanto "sentir"
por tomar consciência que "não sentia" na minha vida
porque estava FELIZ por conseguir "sentir" novamente.
Eu preciso da Arte para ser um humano pleno!
Tvv
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sentir
Wednesday, 24 November 2010
olá
irei regressar aqui.
porque me apetece
porque acho que terei tempo
ás vezes é preciso parar
para vivermos apenas
para estudar novos temas
para respirar o mundo
mas quero agora voltar aos meus pensamentos
brevemente
Tvv
porque me apetece
porque acho que terei tempo
ás vezes é preciso parar
para vivermos apenas
para estudar novos temas
para respirar o mundo
mas quero agora voltar aos meus pensamentos
brevemente
Tvv
Friday, 29 January 2010
Objectivo 2010
O meu objectivo é criar um evento performativo por ano
E já é muito!
O de 2009 já está aí
O de 2010 ainda está para vir
Preciso de ideias
De um estímulo
Um tema, um letmotiv
A partir daí tudo segue o seu rumo natural
Que tal
"the moment I saw you, I knew I could love you"
Teresa vv
E já é muito!
O de 2009 já está aí
O de 2010 ainda está para vir
Preciso de ideias
De um estímulo
Um tema, um letmotiv
A partir daí tudo segue o seu rumo natural
Que tal
"the moment I saw you, I knew I could love you"
Teresa vv
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Processos Criativos
Thursday, 6 August 2009
que procuro? (2)
Num dia só recebo duas notícias antagónicasTocam dois mundos que vivem em tensão dentro de mim Ser pragmática ou arriscar novamente?
Por onde vou seguir a minha respiração?
Uma propunha-me trabalho como professora de piano
(enfim, mais do mesmo...)
outra, uma mensagem da minha amiga Caroline Wilkins, compositora e performer
um misto de inglesa, francesa, australiana e alemã com uma energia contagiante
Caroline as instrument-woman in the Ukiyo (Moveable World) project. Photo retrieved from http://people.brunel.ac.uk/dap/ukiyo10.html.
Conheci Caroline durante um curto passeio entre dois pavilhões da Brunel University
encontro breve mas surpreendentemente empático
desabafei na altura toda a minha frustação acerca da forma como a música era entendida naquele meio académico
recebi uma compreensão incondicional desta senhora que perdura até hoje!
incrível tendo em conta que ela não me conhecia de lado nenhum
ouviu-me e isso bastou-lhe
ela percebeu logo onde eu queria chegar
(nós mulheres funcionamos muito por instintos, certo?)
Nunca mais nos vimos
mas vamos trocando impressões
e aos poucos ela vai insuflando-me novamente com a ânsia de voltar ao mundo académico
de embrenhar-me a fundo noutra aventura: a da descoberta de algo novo!
isto é fascinante, magnético, põe-me histérica de energia
eu quero fazer aquelas coisas também, damn it!
Mas depois vem o lado pragmático
eu sei que ainda não encontrei as respostas que preciso: O Quê? Como? Com Quem? Onde?
então vou alimentando-me por conferências, contactos, livros e experiências
e, claro, trabalhando
Tvv
encontro breve mas surpreendentemente empático
desabafei na altura toda a minha frustação acerca da forma como a música era entendida naquele meio académico
recebi uma compreensão incondicional desta senhora que perdura até hoje!
incrível tendo em conta que ela não me conhecia de lado nenhum
ouviu-me e isso bastou-lhe
ela percebeu logo onde eu queria chegar
(nós mulheres funcionamos muito por instintos, certo?)
Nunca mais nos vimos
mas vamos trocando impressões
e aos poucos ela vai insuflando-me novamente com a ânsia de voltar ao mundo académico
de embrenhar-me a fundo noutra aventura: a da descoberta de algo novo!
isto é fascinante, magnético, põe-me histérica de energia
eu quero fazer aquelas coisas também, damn it!
Mas depois vem o lado pragmático
eu sei que ainda não encontrei as respostas que preciso: O Quê? Como? Com Quem? Onde?
então vou alimentando-me por conferências, contactos, livros e experiências
e, claro, trabalhando
Tvv
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